sábado, 19 de janeiro de 2019

O ERRO DE UM É USADO A FAVOR DA EVOLUÇÃO DO OUTRO, MAS, AINDA ASSIM, NÃO DEIXA DE SER ERRO

"Ai do mundo, por causa das coisas que fazem cair no pecado! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem! (Mt 18:7)
A perfeição de Deus se revela nos detalhes. Somos todos, ainda, cheios de erros. Na visão de muitos, Deus pune estes erros, mas a meu ver, Ele não seria justo se, tendo-nos criado sujeitos a errar, nos punisse quando o fizéssemos. Pense da seguinte forma: Imagine que você está segurando um copo de vidro, e o solta. O copo cai e se quebra. Foi Deus, lhe punindo por ter deixado o copo cair? Não! A Lei da Gravidade funciona de forma automática e, sendo mais pesado do que o ar, o copo cai. Se fosse um balão, mais leve do que o ar, subiria. Como o chão é mais resistente do que o copo, este se quebra. Se caísse uma marreta, mais resistente do que o chão, este seria danificado e, por fim, se fosse uma bola de borracha, picaria de volta, sem causar ou sofrer dano algum. A lei se cumpre, simplesmente. Deus, por ter criado as Leis perfeitas, não precisa intervir diretamente nos eventos.
Igualmente, em tudo nas nossas vidas, Deus não nos pune, mas educa, através do cumprimento de Suas Leis. Cada um percorre o caminho que escolhe. A paisagem já estava lá. Será vista por quem por ali passar, de forma natural. Ao fazermos escolhas, definimos nosso futuro. A aplicação das Leis de forma igualitária a todos os Seus filhos demonstra a justiça de Deus. A lei da gravidade, tomada como exemplo, funciona igualmente para todos, em todos os lugares do Universo, e ninguém pode dela se esquivar. Além disso, o conteúdo das Leis de Deus faz com que a consequência desagradável de nossas escolhas menos felizes nos faça mais fácil retomar o rumo e aprender a escolher melhor. Se um dente dói, nos faz ir ao dentista corrigir a cárie, mas, além disso, nos estimula a cuidar melhor de nossa higiene bucal. Não é uma “punição”, mas a aplicação das regras, em nosso próprio benefício. Sem a dor, poucos de nós teríamos dentes na boca, o que seria pior do que a própria dor.
Em um planeta como o nosso, com todos os seus habitantes sendo imperfeitos, a Lei é aplicada usando os erros de um para auxiliar a evolução dos outros. Se esfregamos duas superfícies ásperas, ambas ficam mais lisas. Porém, se pensar que este erro, por beneficiar o outro pode ser justificado, se engana. A nós ele faz mal, gerando consequências. Aí, cada um errando para corrigir o outro, o mundo seria cada vez pior, ao contrário do que efetivamente acontece. O mundo melhora a cada vez que deixamos de errar. Devemos evitar o erro, pois ele atrasa nosso progresso, e nos leva a sofrer. Se o outro necessita da experiência, esta pode vir por meios naturais, como no exemplo do dente. Você lembra do tsunami (maremoto) que atingiu o Oceano Pacífico há alguns anos, matando cerca de 250.000 pessoas? Pode ter sido a alternativa natural do que também poderia ser causado por uma guerra de grandes proporções. Se erros humanos tivessem causado as mortes, seus responsáveis sofreriam a consequência das escolhas, mas, com o fenômeno natural, o efeito se deu sem haver culpados.
Daí aprendemos:
- Não se queixe de Deus ou dos outros pelo que você passa. Quem tornou seu sofrimento necessário foi você, através das escolhas. O outro foi apenas o meio disponível. Se ele não houvesse errado, outra forma causaria o mesmo efeito. Por isso Jesus nos disse: “O escândalo é necessário, mas ai daquele por quem ele venha”.
- O fato acima não nos autoriza a errar, pois nosso erro é o que provoca nosso sofrimento, massa Deus não tem necessidade dele para corrigir os outros. Há sempre uma alternativa para que a Lei se cumpra, sem seu erro. Ou seja: “Ai daquele por meio do qual ele venha”.
Do livro “A Filosofia na Bíblia”
Publicado na Página www.facebook.com/diantedavida
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